Festa do Padroeiro: XXXIV Domingo do Tempo Comum (data móvel)
DO NOME BAÍA NOVA
Por volta do ano de 1920, o rio que corta a comunidade era navegável e os pequenos produtores que aqui existiam, descendentes de italianos e portugueses, transportavam suas mercadorias nas canoas que eram o meio de transporte usado naquela época.
Estas canoas concentravam-se nessa região e saiam carregadas com destino à Vitória.
Devido a este canal de escoamento, possivelmente, deu origem ao nome de BAÍA NOVA, que está subentendido ao acidente geográfico: baía.
DA POPULAÇÃO
As pessoas da região eram descendentes de italianos e portugueses e eram marcados por uma grande pobreza (falta de recursos), mas a fé, a vontade de vencer, a esperança e a coragem, reinavam em seus corações.
DA NECESSIDADE DA CONSTRUÇÃO DA IGREJA
O motivo pela qual levou as pessoas a pensarem com altivez sobre a necessidade de se construir uma igreja na localidade, foi pelo fato de grande distância que as mesmas teriam que percorrer até a igreja do Indiviso, que era a mais próxima e, onde os fiéis das comunidades vizinhas se reuniam para fazerem suas orações.
DA TENTATIVA DA CONSTRUÇÃO
O Rev.mo. Frei Luiz Bolea, vigário da Paróquia de Viana, foi quem incentivou o povo a lutar em prol da construção da igreja, sendo que mais tarde foi substituído pelo Rev.mo. Padre Antônio Diez, que deu continuidade ao trabalho de incentivo. Isto aconteceu no ano de 1935.
DOAÇÃO DO TERRENO
No ano de 1930, aproximadamente, chegava à localidade de Baía Nova, o Sr. Henrique Prezotte família, que eram descendentes de italianos, vindos da localidade de Batatal, município de Alfredo Chaves – ES, que por uma vida ligada à fé e a caridade, resolveu doar o terreno para a construção da igreja, cemitério e casa canônica.
Com isso, no ano de 1935, começou os primeiros trabalhos de construção, mesmo sendo marcado por uma grande polêmica, pois alguns não aceitavam a construção da igreja, pensando nas consequências, que seria o enfraquecimento da Comunidade do Indiviso.
DOS TRABALHOS DE CONSTRUÇÃO
O terreno foi demarcado e o trabalho de esplanagem foi todo braçal. O material era comprado em Vitória e transportado por canoas, sendo que os tijolos eram fabricados na própria localidade. Chegando em Baía Nova, os materiais eram removidos para o local da construção em sistema de multirão, feito por pessoas da comunidade que carregavam o material às costas.
Apesar do sistema financeiro estar abalado, o material foi doado por moradores das res regiões de Baía Nova, Santa Rita, Rio da Prata e outras.
Convém ressaltar que a construção estava assim determinada: obra de tijolos, com alicerce de pedras e cobertura de telhas modernas (daquela época), sendo os seus custos avaliados em seis contos de réis (em torno de R$ 800.000,00), isto sem contar pequenas despesas e trabalho de mão-de-obra.
Com todos esses esforços, chegou-se ao objetivo: a construção da igreja.
DA ESCOLHA DO PADROEIRO
Numa reunião realizada, foi escolhido pelas pessoas da comunidade, o protetor “Cristo Rei”. Essa escolha foi feita por não haver outra igreja Vizinha que tivesse esse mesmo padroeiro.
DA INAUGURAÇÃO DA IGREJA
Esse fato foi selado no dia 25 de outubro de 1936.
DOS SERVIÇOS DE REFORMA DA IGREJA
Passado algum tempo, a construção começou a ser danificada e a comissão decide, então, iniciar os trabalhos de reforma.
FATO QUE MARCOU À VIDA DA COMUNIDADE: “O INCÊNDIO”
No dia 04 de fevereiro de 1946, os fiéis se preparavam para a chegada do vigário à comunidade, sendo realizada à noite, a Ladainha e Bênção do Santíssimo Sacramento.
O povo volta as casas.
Na madrugada daquela mesma noite, o responsável pelo serviço de reforma da igreja dormia na Casa Canônica, quando foi acordado pelo calor das chamas do fogo, que incendiava o altar da igreja, queimando inclusive, a Eucaristia. Começou, então, os gritos de socorro e o badalar do sino, para que os vizinhos fossem alertados. Começaram a lutar contra o inimigo – o fogo – que deixou apenas a imagem de Nossa Senhora do Rosário, a do Sagrado Coração de Jesus e os bancos. Nesta luta de defesa, participou também o Rev.mo Padre que dormia na residência do Sr. Luiz Prezotti. Até os dias de hoje a causa do incêndio é ignorada, pois ninguém sabe exatamente como aconteceu.
DO TRABALHO DE RECONSTRUÇÃO DA IGREJA
Todos os esforços foram somados e mais uma vez, ergueu-se a igreja, sendo sua inauguração em 1947.
O CULTO DOMINICAL
Por volta de 1962, foi impresso na Arquidiocese, com a aprovação do Sr. Arcebispo Dom João Batista da Mota e Albuquerque, um livrinho contendo o roteiro para o culto. Chamava-se “Culto Dominical”. Este foi celebrado, pela primeira vez, na Capela de Cristo Rei – Baía Nova no município de Guarapari. Não se tem lembrança de outro culto anterior a este, no Brasil. Pelo menos no Espírito Santo afirmamos isto com absoluta certeza conforme afirmado por Monsenhor Rômulo Neves Balestrero.
É válido ressaltar também, que a primeira comunidade – tudo indica que do Brasil – a ter reserva eucarística foi a de Baía Nova por volta dos anos de 1971/1972. Os primeiros Ministros Extraordinários da Distribuição da Sagrada Comunhão foram os Senhores David Izoton e Severino Pelissari.
VISITAS PASTORAIS DOS BISPOS AUXILIARES
Em 2001 a comunidade recebeu Dom Hélio Adelar Rubert.
Em 20/06/2008 a comunidade recebeu Dom Mário Marquez.
A comunidade também recebeu a visita de Dom Frei Rubens Sevilha O.C.D.
PEREGRINAÇÕES
Em 28 de novembro de 2009 foi realizada uma procissão com as imagens de Cristo Rei saindo da casa da Família Izoton e de Nossa Senhora da Conceição saindo da casa do senhor Assis Prezotti, onde ambas se encontraram na pracinha da comunidade, prosseguindo até a igreja onde foi oficiada a Santa Missa Solene em Honra ao Padroeiro.
Em 13/05/2016 passou pela comunidade em peregrinação a Imagem de Nossa Senhora Aparecida que peregrinava para a celebração de seu tricentenário de Encontro do Rio Paraíba do Sul.
Em 04/05/2018 passou pela comunidade em peregrinação a Imagem de Nossa Senhora da Vitória padroeira de nossa Arquidiocese.
OBSERVAÇÃO
A comunidade desde seu inicio em 1920 era atendida por esta paróquia até o ano de 1946, onde passou a ser assistida pela paróquia Nossa Senhora da Conceição de Guarapari até o ano de 1951 que após um pedido da própria comunidade, fora transferida novamente a esta paróquia até a data atual.
Registro enviado pela comunidade em 10 de setembro de 2023